Entre as quais dança, canto e poesia, evento alusivo às celebrações do Dia das Forças Armadas, que se assinala nesta sexta-feira, 25 de Setembro.
Do lado de fora daquela escola pré-universiária pôde ouvir-se o som de apitos e batucadas de grupos culturais convidados a abrilhantar a ocasião.
Já por dentro da "Zedequias Manganhela", a euforia era tanta que os presentes como alunos, professores, autoridades autárquicas, fitavam os olhos a cada performance dos bailarinos, quão talentosos e habilidosos.
Kurhula, foi o primeiro grupo cultural a tomar posse do palco. Num instante, os presentes contagiaram-se, os movimentos entrelaçados dos bailarinos encheram os olhos dos presentes, que retribuíam com sorrisos, admiração e salvas de palmas.
O grupo cultural Kurhula era, afinal, o prenúncio do que ainda estava por vir. Depois subiu ao palco a lendária Companhia Nacional de Canto e Dança, que, como que provar a sua experiência de décadas, levou o público presente à loucura. Os movimentos, a sintonia, o carisma das bailarinas e bailarinos, deixavam o momento mais electrizante.
Depois do recado dos dois primeiros colectivos, veio a vez do grupo cultural Nditxi, que também levou ao público o melhor da dança xigubo. Com um traje de pêle de animais, "arco e flecha" nas mãos, os "guerreiros", imponentes e invictos, dançaram ao som do batuque, contagiando toda plateia.
Mas não tinha sido ainda decretado o fim da ocasião e o Mestre de Cerimónias (MC) chamou pelo grupo cultural da escola anfitriã. Os alunos, com idades de entre 15 e 16 anos cantaram e declamaram sobre saúde emocional, reforçando a mensagem de esperança, num mês (Setembro) em que se pede empatia para todos. 
Coube ao grupo cultural da Polícia da República de Moçambique (PRM), finalizar o roteiro das performances. O colectivo dançou e cantou, num ritmo que relembra juramento à bandeira nacional.
Presente no evento, o Vereador do Pelouro de Educação, Cultura e Desporto no Conselho Municipal da Cidade de Maputo (CMCM), Rodrigo Sala, considera que a cultura tem o potencial de, através das artes, exaltar os valores de patriotismo, pertença e identidade nacional.
"A celebração do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique constitui uma oportunidade para reconhecermos a importância desta data através da cultura", afirmou.
Sala pontuou ainda que as manifestações culturais no contexto de datas comemorativas reforçam os objectivos do desenvolvimento das indústrias criativas na cidade de Maputo e no país.
"A realização desta actividade responde ao Plano de Desenvolvimento Municipal de Cultura – PDM: 2024-2028, como um vector para o desenvolvimento das indústrias culturais e criativas que se efectiva através da parceria entre o Conselho Municipal de Maputo, a Companhia Nacional de Canto e Dança, o Grupo Cultural da PRM – Comando Geral e os Grupos Culturais dos Distritos Municipais e outros parceiros do movimento associativo cultural da nossa cidade", enfatizou.
Os alunos descreveram o momento como uma oportunidade de transmissão de princípios de cidadania, soberania, sobretudo de exaltação aos heróis moçambicanos.
Passam 62 anos, depois do início da guerra contra o colonialismo português a 25 de Setembro de 1964. A guerra durou 10 anos, com a assinatura dos Acordos de Lusaka, entre o governo português e a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo). Neste ano, a cerimónia central alusiva ao Dia das Forças Armadas acontece na cidade de Inhambane, na província do mesmo nome.
Texto: Precidónio Uamusse
Foto: Marlene Inguane


